Segundo Ménard (1965), a mitologia
primitiva é a língua poética de que se serviam os povos antigos para explicar
os fenômenos naturais.
Tudo quanto nos apresenta a natureza
exterior era, aos olhos dos antigos, a forma visível de personalidades divinas.
A terra, o céu, o sol, os astros, as montanhas, os vulcões, os tremores de
terra, os rios, os regatos, as árvores, eram personagens divinas, cuja história
os poetas narravam, e cuja imagem fixavam os escultores. Algumas expressões
mitológicas passaram para a nossa moderna linguagem.
Por exemplo, dizemos: o sol deita-se;
e, no entanto, sabemos que não se despe e não se estende no leito; trata-se
apenas de uma forma alegórica admitida pelo hábito. A única diferença é que
empregamos raramente tais formas, ao passo que a antiguidade se servia delas a
todo instante.
“Inúmeras fábulas explicavam
naturalmente esses hábitos alegóricos da linguagem. Cada rio era um deus e cada
regato uma ninfa. Se num trecho corriam na mesma direção era porque se amavam.
Quando uniam as suas águas, tratava-se de um himeneu.” (MÉNARD, 1965, p. 12).
De acordo com Munanga (2006), “Quem
somos: de onde viemos? Para onde vamos? são perguntas que as pessoas o fazem para conhecer a si e reconhecer aos
outros, para definir-se e para identificar-se. Também servem para criar o
sentimento de pertencimento a um ou vários grupos, para conhecer a realidade
presente, passada e projetar-se para o futuro.
Conhecer o Brasil e sua diversidade é
responder as questões: o que é o Brasil? O que nos torna brasileiros e
brasileiras?
É o Brasil o maior país da América Latina com uma economia diversificada; com grandes contrastes sociais e
desigualdades, por causa da má distribuição de renda; grande diversidade
cultural em termos religiosos, artísticos, musicais culinários, entre tantos
outros aspectos.
“Aprender e conhecer sobre o Brasil e
sobre o povo brasileiro é aprender a conhecer a história e a cultura de vários
povos que aqui se encontraram e contribuíram com suas bagagens e memórias na
construção deste país e na produção da identidade brasileira” (MUNANGA 2006, p.11).

A culinária, a música, a dança, a arte, o folclore e as religiões do Brasil foram fortemente influenciados pela Cultura negra, como o acarajé, a cocada, a feijoada, o uso de leite de coco e azeite de dendê, na Gastronomia, a criação do Samba, do Maracatu, do Carimbó, na musicalidade, entre tantos exemplos, a Capoeira e o Candomblé, enriquecendo a Cultura do nosso País. Fotos acima do site Escola Educação.
Segundo Mattos (2011), os africanos quando chegaram ao
Brasil, passaram a conviver com diferentes grupos sociais, portugueses,
crioulos, indígenas. Tentaram garantir a sobrevivência estabelecendo relações
com seus companheiros de cor e origem, construindo espaços para a prática de
solidariedade e recriando sua cultura e suas visões de mundo. Assim, integraram
as irmandades católicas, ao Islamismo e ao Candomblé se reunindo em batuques e
capoeiras.
Com isso, os africanos influenciaram
profundamente a sociedade brasileira e deixaram contribuições importantes para
o que chamamos hoje de Cultura Afro-brasileira.